Chamam-me por muitos nomes. Alguns dizem que sou a Sereia das Palavras — prefiro não ter nome. Não escrevo para fugir da realidade, mas para senti-la mais profundamente. Para enxergar as fissuras, os brilhos, a dor silenciosa entre olhares. Escrevo para a menina que esconde seus medos em sorrisos. Para a mulher que um dia acreditou que o amor poderia salvá-la — e, no fundo, ainda espera que sim. Minhas histórias são costuradas a partir de silêncios, de cartas nunca enviadas, de sonhos que se recusaram a morrer. Não, nem sempre sei como a história termina. Mas sigo o pulsar do coração. Confio nas sombras. E, em algum lugar, entre a dor e a poesia, o amor sempre encontra um caminho. Então, se algum dia você se perguntar quem está por trás do livro que segura nas mãos — sou eu, que deixei um pedacinho da minha alma entre as linhas. Para você encontrar.