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A história começa com um trabalho aparentemente simples: uma mulher elegante, mas perturbadora, contrata Pereyra para seguir seu marido, suspeitando de uma traição. No entanto, a investigação logo toma um rumo macabro. O que inicialmente parece uma revelação bombástica perde força diante da descoberta final. O personagem Pereyra é uma pérola do gênero: vulnerável, abandonado, irônico e profundamente autodestrutivo. Sua luta constante contra o álcool e as drogas o torna um observador imperfeito, intensificando o peso das mentiras e sua incapacidade de distinguir quem está no comando, ou o que é verdade e o que é fruto de suas alucinações. O desfecho é um soco seco e desolador, deixando o leitor com uma sensação de sufocamento moral.
Concluído
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"PRIMEIRO PRÊMIO MELHOR LIVRO DE CONTOS 2024 ABC". Uma mulher embarca numa jornada para explorar os limites do prazer, em busca de sensações que prometem libertá-la da rotina, das memórias e da dor. O que começa como curiosidade logo se transforma em obsessão, pois cada encontro a arrasta mais profundamente para um mundo onde o desejo se torna tanto uma fuga quanto uma prisão. O caminho que percorre está longe de ser linear, marcado pela compulsão, pela perda e pela lenta corrosão de si mesma. Ela descobre que o prazer, quando buscado cegamente, deixa um rastro de consequências: relações despedaçadas, identidades fragmentadas e feridas que nem sempre se mostram na pele. No fim, é forçada a questionar se a busca valeu a pena e se algum dia conseguirá encontrar o caminho de volta.
Concluído


