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Toda a minha vida consciente, desejei escapar do controle, pelo menos uma vez dizer algo contra. Ter escolha… Minha própria escolha. E não dar ouvidos aos conselhos alheios. Viver a minha vida, tomar decisões, aprender, fazer amigos, sonhar, amar… Ansiava tanto por independência que não percebi como esse desejo se voltou contra mim. Infelizmente, fui eu quem deu o passo cujas consequências só posso imaginar.
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— Não tens nada para me dizer? — pergunta, olhando-me fixamente nos olhos, inclinando-se sobre mim com severidade. — Nada — tento desviar-me. — E se pensares bem? — Solta-me, preciso de ir embora. — Ele está bem sem ti. Então, o que é? Ele é a tua vítima de hoje? — Não parecias uma vítima — murmuro, irritada. — Porque fugiste? — pergunta, envolvendo-me pela cintura. — Estava com pressa — respondo, nervosa. — Queres explicar o teu comportamento? — Parece que vieste com uma rapariga. — Agora estou completamente teu. — Não preciso de ti. Solta-me — tento libertar-me, mas ele aperta-me com mais força. — Seduziste-me, acendeste-me, deixaste-me provar algo único e agora pedes para te soltar? — pergunta em voz baixa, sem desviar o olhar de mim. — Exatamente. Agora mesmo! — a minha voz está longe de soar confiante. Por alguma razão, não consigo gritar para todo o pátio ouvir. — Não sejas ingénua. Isso não vai acontecer.
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Na primeira vez que se encontraram, ele pagou as compras dela no supermercado. Na segunda, convidou-a para um café. E depois… perderam a cabeça. No entanto, a diferença entre eles não está apenas na idade. Uma confiança inabalável contra a timidez. Determinação contra inocência. São tão diferentes que parece impossível estarem juntos, mas… um sussurro de “amo-te” pode atravessar até a mais dura armadura e curar um coração ferido.
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1.9M
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Como juntar os pedaços de mim mesma após uma traição e forçar um sorriso mesmo através das lágrimas? A vida me apresentou um desafio difícil, mas não serei eu mesma se não conseguir me reerguer. Meu passado não existe mais, só existo eu e o agora. Um novo país e um novo trabalho são o que preciso neste momento. E quem sabe, um novo amor? Será que conseguirei sentir novamente essa emoção tão bela e entregar minha alma frágil a um homem que me enlouquece? Tudo dependerá apenas do nosso desejo de confiar um no outro.
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1.1M
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— Sai daqui — diz com ênfase, surpreendendo os presentes. Fico vermelho de imediato. Baixando o olhar, arrasto-me lentamente para a saída. — Estou um pouco ocupada — atrevo-me a encarar o rosto furioso. — Vamos — vira-se, dirigindo-se ao escritório. Não tenho escolha, sigo-o como se fosse para um castigo. — Por que não me contaste? — pergunta diretamente, assim que a porta se fecha atrás de mim. — Eu quis, mas… não tive coragem — suspiro com dificuldade. — Isso importa mesmo? — murmuro, fixando os olhos no chão. — Se importa? Estás a falar a sério?! — nunca ouvi tanta raiva na sua voz. — Desculpa… eu… — sinto os olhos marejados. — Este encontro não deveria ter acontecido. Tinhas razão, ambos vamos nos arrepender. — Eu não me arrependo. — Porque não tens sentimentos. — Sasha — suspira, chocado. Combinámos que…
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— Meu nome é Arsen. — Não gosto desse nome. — Vou tentar sobreviver a isso — digo com um sorriso irônico. — Só tenho um passaporte. — No celular, apenas um número, que nunca atende. Você e o Oleg têm uma senha especial para se comunicarem? — Não sei quem é Oleg. Nunca o vi e nem quero ver. Este passaporte não é meu, é da minha amiga… — Já ouvi essa história — interrompe com severidade. — Então, qual é o seu nome de verdade? — Alice. Se você tivesse olhado o documento com atenção, teria notado as diferenças — começo a ficar nervosa. Dizer meu nome verdadeiro é ainda mais perigoso. — Diga onde está seu irmão, e você sai daqui ainda hoje. Não sinto prazer em manter uma mulher em cativeiro. Aliás, com o dinheiro que ele me roubou, poderia ter te colocado em um hotel bem melhor. — Então é tudo por causa de dinheiro? — retruco com desdém. — E dizem que as mulheres é que são interesseiras. Ele não vai aparecer. — Bem, se ele não vier, então você terá que pagar a dívida no lugar dele.
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1.4M
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— Vamos, eu te levo para casa. — Você não entende palavras normais, né? — começo a me irritar. — Acha que pode tudo? — E não posso? Tudo mesmo? — ele para, sorrindo. — As pessoas não te pertencem. — Sério? — finge surpresa, claramente se divertindo com meu desconcerto. Ignoro seu olhar e continuo digitando o endereço para encontrar o táxi mais próximo. — Você é mesmo corajosa — diz, prolongando as palavras. — Tá bem, entendi. Vamos trocar de lugar. Hoje, você pode tudo. Escolha o que quiser, eu faço, mas com uma condição. Este fim de tarde poderia ter terminado de outra forma, mas eu fiz minha escolha e embarquei na aventura dele.
Concluído







