
Aurélia Averli
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— Você o ama? — Sim — respondo sem hesitar, pronunciando a palavra com firmeza. — Até onde você está disposta a ir para salvar a vida dele e quitar sua dívida? — Ouço isso e prendo a respiração. Fico em silêncio, observando atentamente enquanto ele se aproxima e me puxa pela cintura, colando meu corpo ao seu. Uma onda de calor perigosa percorre meu corpo, queimando meus sentimentos. Franzo as sobrancelhas: — O que você quer? — Me dê uma noite — escapa de seus lábios, e ele se inclina para me beijar. O pânico se acende em meu peito. Como ele ousa? Canalha! Para não cair, estendo a mão, tentando me apoiar na parede. Em vez disso, minha palma encontra algo completamente diferente sobre o aparador. Sem pensar, agarro o objeto e o levanto contra o homem. De forma inesperada, acerto Lukyan na cabeça com um vaso de cacto.
Concluído
