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    — São meus filhos? — pergunta a pessoa que amo, agora no status de “ex-desprezível”, olhando para mim como se fosse eu quem o enganou. — Sim — suspiro com dificuldade, a verdade que guardei por tantos anos pesa ao sair dos meus lábios. — São seus trigêmeos. Nos olhos dele, há tanta indignação e descrença que, por alguns segundos, esqueço tudo o que aconteceu entre nós. Esqueço que ele tem uma noiva, que nosso último encontro, há tantos anos, partiu meu coração. É como se eu voltasse a ser a chefe de departamento na empresa de Makar Arkhontov. O arconte do comércio moderno, era como o chamavam. — Por quê? — a voz baixa e furiosa interrompe minhas lembranças. — Por que você escondeu isso de mim? — Escondi? — retruco, irritada. — Como se não fosse você quem me disse para abortar depois de me trair. Que direito você tem de perguntar isso depois de mandar que eu me livrasse desses anjos?

    Concluído